Transplante de células pluripotentes e as doenças neurodegenerativas
Doenças
neurodegenerativas… Já ouviu falar? Acredito que sim, principalmente em uma das
mais famosas, a doença de Alzheimer. Mas o que acontece nessas doenças
neurodegenerativas para que elas sejam classificadas como tal? Ocorre uma
degeneração do sistema nervoso, às vezes uma região específica, outras vezes
várias regiões… O fato é que nessas doenças os neurônios morrem. Isso mesmo, as
células do sistema nervoso vão morrendo, e cada doença tem um porquê para essa
morte. O problema é que no cérebro não temos geração de novos neurônios a ponto
de conseguir suprir essa morte, então esses neurônios que morrem irão fazer
falta, afetando assim a vida daquele paciente.
Mas
esse texto não é sobre morte de neurônios, é sobre uma via para recuperar o
número de neurônios perdidos. “Como assim?”, você me pergunta. “Assim…”, eu te
explico.
Nossas
células, suas células, essas que estão aí na sua pele, no seu coração, nos seus
olhos… Elas já são células adultas, e essas células vieram de células
pluripotentes. Mas o que quer dizer essa palavra difícil? Essa palavra quer
dizer que essas células tinham a capacidade de gerar diversos tipos celulares,
ou seja, gerar células dos olhos, células da pele… Alguns cientistas pensaram
“Ora, os neurônios vieram dessas células que podiam gerar diversos tipos
celulares, será que podemos fazer com que ele volte a ter esse comportamento
pluripotente?”, e sim! Eles conseguiram! Então, hoje em dia conseguimos fazer
com que qualquer célula adulta do corpo, volte a ser uma célula jovem, podendo
virar quase todos os tipos celulares.
Assim,
o que alguns pesquisadores estão estudando em modelos animais é fazer com que
um tipo celular volte a sua forma jovem, e depois usar essa forma jovem para o
tratamento de doenças neurodegenerativas, por exemplo. Já que essas células
conseguem se transformar em quase todo tipo celular, elas conseguem virar
aqueles neurônios! Isso mesmo, aquelas células que se vão nas doenças
neurodegenerativas! São pequenos passos assim que nos levam para um possível
tratamento ou até mesmo cura dessas doenças. Mas tudo começou muito no estudo
básico, na pesquisa básica, de “será que conseguimos isso?”, e conseguiram e
aplicaram. Então apoiem a pesquisa básica, ela também salva vidas!
AL-GHARAIBEH,
A. et al. Induced pluripotent stem cell-derived neural stem cell
transplantations reduced behavioral deficits and ameliorated neuropathological
changes in YAC128 mouse model of Huntington’s disease. Frontiers in
Neuroscience, v. 11, n. NOV, p. 1–13, 2017.
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