Como nosso cérebro lida com os estímulos do nosso dia ?
Em nosso dia a dia, recebemos inúmeros estímulos, tanto externos - como o tocar de um telefone, o encontro com alguém na rua, o cheiro de uma comida gostosa - quanto internos - como as nossas emoções, nossa ansiedade para falar algo o quanto antes por exemplo...
Como nos organizar e
priorizar o que precisa ser feito com todas essas distrações? Ou como prestar
atenção em todas elas e gerenciar da melhor forma? O que deve ser feito na hora, o que podemos
deixar para depois? E ao mesmo tempo, como conseguimos nos comportar ou agir de
maneira adequada enquanto realizamos todas essas tarefas?
Para entender melhor
essas questões, podemos traçar um paralelo com o controle de
tráfego aéreo em um aeroporto movimentado: os estímulos que recebemos são as
inúmeras chegadas e partidas de dezenas de aviões em várias pistas. É
necessário um bom gerenciamento para tudo funcionar! No cérebro, esse mecanismo de controle de
tráfego aéreo é chamado de funções executivas.
Mas o que são funções executivas?
De forma simplificada, podemos definir as funções
executivas como a capacidade de ter um planejamento, de direcionar o seu
comportamento para atingir uma meta.
E quais são essas funções?
Podemos citar o exemplo de uma criança que
está participando de um jogo de tabuleiro com outras crianças.
Imagine que essa é a Sofia e tente acompanhar quais ações
a Sofia precisa fazer para participar do jogo com seus amigos.
Em primeiro lugar, a Sofia precisa aprender que ela
terá a vez para fazer a sua jogada, quando terminar sua vez ela precisa parar e
deixar a próxima criança participar. Para isso temos o controle inibitório. Por conta do funcionamento correto dele,
conseguimos ter a capacidade de pensar antes de agir, controlar nossa
impulsividade, além de resistir a vontade de falar ou de fazer algo. Com essa
função ganhamos tempo para julgar se devemos ou não seguir o impulso de
realizar determinada ação.
Agora digamos que a Sofia precisou usar o controle
inibitório para dar a vez para a próxima criança e foi buscar um copo de água
porque estava com sede. Ao voltar para a mesa do jogo, a vez de Sofia é retomada.
Ela precisa lembrar do jogo novamente, e provavelmente da jogada que já havia
pensado anteriormente em fazer. A memória do trabalho é retomada nesse
momento. Essa função proporciona a capacidade de manter e manipular
informações durante curtos períodos.
E se ocorrer algum imprevisto no jogo? A Sofia precisa ter a capacidade de se ajustar a nova realidade, e isso é possível por conta da nossa flexibilidade mental! Nos permite rever o plano e as ações por conta de uma nova perspectiva apresentada, e assim considerar diferentes pontos de vista para a tomada de decisão.
O desenvolvimento das
habilidades das funções executivas evolui desde o nascimento! E tem períodos bem importantes para seu aperfeiçoamento....
se quiser saber mais sobre isso fique atento ao próximo texto do nosso Blog!
Referências:
Center on the
Developing Child at Harvard University (2011). Construção do
sistema de “Controle de Tráfego Aéreo” do cérebro: como as primeiras
experiências moldam o desenvolvimento das funções executivas: Estudo n. 11
http://www.developing child.harvard.edu
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